O autor era estado civil casado, oficial administrativo da instituição ré, residente na Avenida Ataulfo de Paiva, 1166. Requereu seu enquadramento como Procurador, com a diferença dos vencimentos. O autor tinha 41 anos de serviço efetivo, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, e desempenhava a função de presidente da Comissão de Inquérito Administrativo. Ele pleiteou seu ingresso no quadro de procuradores de acordo com a Lei nº 2123 de 01/12/1953, cujo pedido foi negado. A ação se baseava no Código do Processo Civil, artigo 291. O juiz julgou a ação improcedente. O autor apelou desta para o Supremo Tribunal Federal, que negou provimento ao recurso. procuração tabelião Eronides Ferreira de Carvalho, rua 7 de setembro, 63 - RJ em 1957; decreto-lei 3198, de 14/04/1941, artigo 1; decreto-lei 7659, de 21/06/1945; decreto-lei 240, de 1938, artigos 2, 17 e 18; decreto 7935, de 25/09/1941; decreto 7847, de 16/09/1941; decreto 40227, de 31/10/1956; lei 488, de 15/11/1948; estatuto dos funcionários públicos, artigo 217.
Juízo de Direito da 2a. Vara da Fazenda PúblicaSERVIDOR PÚBLICO CIVIL
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Os autores, operários da ré, Patrimônio Nacional, com sede na Rua do Rosário 2 a 22, Rio de Janeiro, requerem a diferença de quinquênio calculada sobre os vencimentos do cargo imediatamente superior, encarregados artifices, marinheiros e contra-mestres. Alegam que o Decreto n° 35449, de 01/05/1954 concedeu a todos os servidores de transporte marítimo um acréscimo salarial quinquenal de 1/3 da diferença entre seu vencimento e os imediatamente superiores. Acontece que a empresa anda calculando os quinquênios com a diferença apenas para o salário superior que dê menos e para outros que lhe agradem com aquele que dê mais. Ação improcedente. O autor apelou para o Tribunal Federal de Recursos, que negou-lhe provimento. Procuração Tabelião Luiz Guaraná, Rua do Rosário, 106 - RJ, 1955; Procuração Tabelião Fernando de Azevedo Milanez, Rua Buenos Aires, 31 - RJ, 1955; Procuração Tabelião Antonio Carlos Penafiel, Rua do Ouvidor, 56 - RJ, 1957.
Juízo de Direito da 1a. Vara dos Feitos da Fazenda PúblicaOs 18 suplicantes eram de estrangeiros de nacionalidade portuguesa, imigrantes portugueses, ou brasileiros, e todos trabalhavam ou para a empresa ou para a Editora A Noite, em diversas funções. Afirmaram seu direito à equiparação de direitos como extranumerários da União, totalizando o pedido de 101 funcionários diaristas e mensalistas. Pediram abonos família, com custas, despesas judiciais e honorários. A ação foi julgada procedente. A ré apelou para o Tribunal Federal de Recursos, que deu provimento em parte ao recurso. O autor apelou mas o TFR não conheceu dos embargos. Jornal 04/11/1947; Diário da Justiça 16/10/1951, 20/11/1962; Procuração Francisco Joaquim da Rocha, Rosário, 136, 26/11/1952; Procuração Hugo Ramos, Av. Graça Aranha, 351, 27/10/1954; D. O 19/12/1952; Procuração José de Segadas Vianna, Rosário, 136 08/11/1954; Decreto-Lei 8512 de 31/12/1945; Lei 488; Decreto-Lei 3200; Decreto-Lei 5976; CPC, artigos 319 - parágrafo 1°, 201 n°1, 108, 64, 833; Decreto 22852 de 31/03/1947; Decreto 31446 de 12/09/1952; Decreto-Lei 2073 de 08/03/1940; Decreto-Lei 8249 de 29/11/1945, artigo 1°; CF, artigo 129; Decreto-Lei 5175 de 07/01/1943, artigo 30 n°I letra "a"; CC, artigo 145 n°II, IV, V, artigo 146; Decreto 36291 de 05/10/1953; Lei 2193 de 09/03/1954; Lei 1060 de 1060 de 05/02/1950; CF de 1937, artigo 122 n°3; CF de 1946, artigo 184.
Juízo de Direito da 2a. Vara da Fazenda PúblicaO autor residia à Avenida Ataulfo de Paiva, 517, e foi profissão médico da Companhia Carris Luz e Força do Rio de Janeiro, ou Light, de 1928 a 1932. Para evitar acumulação de cargos prevista na Carta Constitucional de 1937, escolheu ser médico da Prefeitura do Distrito Federal, deixando seus serviços para a suplicada. A Constituição Federal de 1946 garantiu disponibilidade remunerada aos que largaram cargos acumulados. Mesmo tendo esse direito reconhecido, pediu reclassificação de padrão de categoria profissional, diferenças de vencimentos, contagem de tempo de serviço para vantagens, promoções, aposentadoria, além de juros e custas.Foi deferido o requerido. O juiz recorreu ao Tribunal Federal de Recursos. O réu também apelou, o TFR negou provimento ao recurso. O réu entrou com recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal, que não conheceu do recurso. procuração tabelião Hugo Ramos Avenida Graça Aranha, 351 de 05/02/1957-31/10/1951; Diário de Justiça de 23/07/1952; Processo Anexo: Notificação; Resumo Contábil de 28/08/1952; Decreto-Lei no. 24 de 29/11/1937; Lei no. 488 de 15/11/1948, artigo 13; Decreto-Lei no. 8742 de 19/02/1946; Código de Processo Civil, artigos 88 e 93; Decreto no. 20465 de 01/10/1931.
Juízo de Direito da 4a. Vara da Fazenda PúblicaAs quatro suplicantes eram mulheres, de nacionalidade brasileira, estado civil desquitadas ou casadas, funcionárias públicas. Eram extranumerárias mensalistas com funções de taquígrafas do Conselho Nacional do Trabalho. Foram transferidas para o Conselho Superior de Previdência Social. Pediram equiparação de vencimentos como taquígrafos de Tribunal Superior de Trabalho. A ação foi julgada improcedente. O autor apelou para o Tribunal Federal de Recursos, que negou provimento ao recurso. Procuração Hugo Ramos, Av. Graça Aranha, 351 29/10/1952, 30/10/1952; Fotostática do Serviço Pessoal 01/06/1942; Serviço do Pessoal 30/08/1941 (portaria de admissão);Serviço administrativo 05/04/1945, 25/06/1945, 11/12/1945; Decreto-Lei 8738 de 10/01/1946, artigo 18; Lei 525-A de 07/12/1948, artigo 2; Lei 1386-A de 19/06/1951, artigo 2; Decreto 27654 de 29/12/1949, artigo 2 - parágrafo 3; Decreto 24646 de 10/03/1948, artigo 1; Decreto 5622 de 28/12/1928, artigo 1 - parágrafo 3; José de Cunto Filho, Rua do Carmo n°11 - 1° andar (advogado); Augusto de Mello Franco, Rua Araújo Porto Alegre n°70/Saca 314 (advogado); CPC, artigos 824, 820, 829.
Juízo de Direito da 2a. Vara da Fazenda PúblicaJoão Baptista Brandão, Agente Fiscal do Imposto do Consumo no interior de Goiás, foi aprovado para o referido cargo em concurso efetivado em 1944. Acontece que, na época, ocupava o cargo de escriturário do Quadro Permanente do Ministério da Fazenda, lotado na Recebedora do Distrito Federal com mais de 24 anos de serviço público. O autor elegeu iniciar a nova carreira e requereu ao Ministério mencionado sua nomeação no cargo. Contudo, mesmo tendo um parecer favorável, o Presidente da República Eurico Gaspar Dutra mandou arquivar o processo, sem fundamentação para tal ato. Afirmou que deveria ter preferência de aproveitamento pois possui mais de 5 anos na função de fiscalização. Assim, requereu sua nomeação, com todos os direitos e vantagens do cargo. A ação foi julgada improcedente e o autor apelou. O Tribunal Federal de Recursos negou provimento ao apelo e o autor interpôs recurso extraordinário. Processo inconcluso. diário oficial, 1944 a 1953, foto; carta de promoção, assinado pelo Presidente Getúlio Vargas, em 22/01/36; carta de nomeação, assinado pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, de 03/06/46; Diário da Justiça, de 22/12/59; procuração, tabelião Armando Ramos; fotos de documentos; protesto prejudicial, de 1951; procuração, tabelião Armando Ramos; decreto lei 739, de 24/09/38, artigo 139; decreto lei 4657, de 04/09/42, artigo 6º; decreto lei 9750, de 05/09/46; Haroldo Lopes Cavalcante, Rua México, 45;decreto 20910, de 06/01/32; código civil, artigo 172; código de processo civil, artigo 720.
Juízo de Direito da 2a. Vara da Fazenda PúblicaO autor era Diplomata aposentado, classe K do Ministério das Relações Exteriores. Era Cônsul em Bahia Blanca, Argentina, em 1943, quando teve aposentadoria compulsória, que no seu caso só poderia acontecer aos 55 anos. Este reclamou, pois em pouco tempo seria promovido a Cônsul de 1ª Classe, letra L. O suplicante requereu a sua reintegração da função diplomática, restauração de vantagens e prerrogativas e promoções. O juiz Elmano Martins da Costa Cruz julgou procedente a ação proposta e recorreu ex-oficio desta para o Supremo Tribunal Federal, que ordenou que o processo fosse apresentado ao Tribunal Pleno. O Tribunal Pleno repeliu a argüição de inconstitucionalidade. O autor, não se conformando na parte em que o Supremo Tribunal Federal recebeu a apelação, ofereceu embargos de nulidade ou Infringentes do julgado tomou conhecimento do recurso e deram-lhe provimento. O autor, não conformado, opôs ao Supremo Tribunal Federal. Embargos de Nulidade ou Infringentes do Julgado. Tais embargos foram rejeitados. Advogado Diário Oficial, 25/01/1946, 07/09/1943, 10/12/1945, 30/10/1943; Ministério das Relaçoes Exteriores Almanaque do Pessoal Impresso pela Imprensa Nacional, 1945; Promoção para o Cargo de 2ª classe assinada pelo Presidente da República Getúlio Vargas, 1934; Procuração Tabelião Luiz Cavalcanti Filho 17º Ofício Rua Miguel Couto, 39 - RJ, 1946; Certidão de Batismo Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes, 1945; Decreto de 29/10/1943; Constituição Federal de 1937, artigo 177, 156, 180, 74, 157; Decreto-lei nº 1713 de 28/10/1939, artigo 177; Advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto, Gabriel Costa Carvalho, Wilson Salazar e José Jocqueville de Carvalho Filho Avenida Nilo Peçanha, 26; Decreto-lei nº 8253 de 29/11/1945; Decreto-lei nº 9202 de 26/04/1946, artigo 12; Constituição Federal de 1946, artigo 191; Lei Constitucional nº 02 de 16/05/1938; Código de Processo Civil, artigo 294; Decreto-lei nº 4565 de 11/08/1942, artigo 22; Lei nº 12 de 07/11/1945.
Juízo de Direito da 1a. Vara da Fazenda PúblicaO autor, tabelião de notas, estado civil casado, foi exonerado no governo provisório de Getúlio Vargas, em 1932, por fazer parte da Revolução Constitucionalista em São Paulo, em 09/07/1932. A Constituição Federal de 16/07/1934 concedeu anistia a todos que participaram do movimento revolucionário e o autor foi reintegrado. Contudo, ele não foi restituído em seus prejuízos. Assim, requereu o pagamento,restituição deste valor, a ser calculado. Processo inconcluso. Protesto, 1951; Carta de Nomeação assinada pelo Presidente da República Getúlio Vargas, 1941; Disposições Transitórias da Constituição Federal, artigo18, 30; Código do Processo Civil, artigo 720; Advogado Luiz Mendes de Moraes Netto, Emanuel Gusta de Moraes, Walter Peixoto, Rua México, 51 - RJ, Escritório de Advocacia Justo de Moraes.
Juízo de Direito da 4a. Vara da Fazenda PúblicaO autor era estado civil casado, profissão médico biologista do Instituto Oswaldo Cruz, e foi promovido a biologista do quadro permanente do Ministério da Educação e Saúde por antiguidade. Sua promoção, entretanto, foi tomada como sem efeito a requerimento do doutor Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca, colocando José Guilherme Lacorte em seu lugar. O autor alegou que de acordo com o Estatuto dos Funcionários Civis da União, artigo 83, os funcionários em disponibilidade teriam a preferência para o preenchimento das vagas, mesmo que se verificassem outros por antiguidade. Além disso, afirmou que o Presidente da República feriu um direito adquirido protegido pelo Código Civil, artigo 3, e pela Constituição Federal de 1946, artigo 141. Assim, o autor requereu a anulação deste ato e a reintegração no cargo com todas as vantagens. A ação foi julgada procedente. O juiz recorreu de ofício, mas o Tribunal Federal de Recursos negou provimento ao recurso. A ré ofereceu recurso extraordinário contra a decisão, o que foi indeferido. A ré interpôs um embargo contra o acórdão que foi recebido pelo Supremo Tribunal Federal. procuração; Certidões.
Juízo de Direito da 2a. Vara da Fazenda PúblicaHumerto Lopes Moreira, estado civil casado, funcionário do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal residente na Rua Manoela Barbosa, 45, Rio de Janeiro, escriturário, requereu a revisão da nomeação de funcionários para as classes intermediárias e no final de carreira de oficial judiciário, assegurando-lhe acesso à carreira de acordo com a Lei nº 486 de 1948, artigo 5. Este alegou que o número de cargos foi ampliado e que ele deveria ser aproveitado para aumento de classe. O juiz julgou procedente a ação, em parte e recorreu ex-oficio. A união inconformada, apelou desta para o Tribunal Federal de Recursos que negou provimento ao recurso. Então a União ofereceu embargos ao Supremo Tribunal Federal que decidiu rejeita-los. Jornal Diário de Justiça; Código de Processo Civil, artigo 76; Lei nº 1070 de 1950; Lei nº 488 de 1950; Lei nº 486 de 1948.
1a. Vara Federal