O suplicante, estado civil solteiro com 29 anos de idade, operário, residente à Avenida 28 de setembro no. 249, vem justificar que é filho de Isak Haller e de Rosa Haller, que nasceu em Moldauizch-Banilha Rumania que é de nacionalidade indeterminada, visto que na Primeira Guerra Mundial o justificante se encontrava na Alemanha, e por essa razão a Rumania não reconhece e sua nacionalidade, o mesmo acontecendo com relação a Alemanha, e que presente justificação e para o fim de obter sua carteira de identidade no serviço de registro estrangeiro. O juiz mandou designar audiência e dar ciência ao Quarto Procurador. Autos Inconclusos.
Juízo dos Feitos da Fazenda NacionalJUSTIFICAÇÃO
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A suplicante era nascida em Minsk, Rússia, filha de Cholomo Aschkinasi, comerciante atacadista de cereais, falecido, e da mulher Slava Asckinasi, doméstica. A autora era estado civil casada com Salomão Chnaidermen, viajante comercial, nascido em Uman, Rússia, que em sua terra natal trabalhava na Indústria Química, mas que com o advento do Regime Comunista, por não concordar com essa ideologia imigrou para o Brasil. Ao chegar ao Brasil, o marido da suplicante trabalhou na firma industrial L. Kliass, tornando-se tempo depois sócio da firma. Após dois anos, a referida firma transformou-se na Tropical Sociedade Anônima. No entanto, por motivos de saúde, o dito Salomão retirou-se da sociedade. No ano de 1935 o mesmo estabeleceu-se com comércio de perfumes e essências à Rua Buenos Aires, 91, mas após um ano, liquidou o negócio por falta de lucros. Em 1937, foi contratado pela Fábrica Paulista Botonofico Wilca Limitada, estabelecida à Rua Luiz Pacheco, 242, São Paulo. A suplicante, fundamentando-se no Decreto-lei nº 389 de 25/04/1938, artigo 1, requereu a justificação do relatado acima perante o representante do Ministério Público. O juiz deferiu o requerido. Atestado de Bons Antecedentes, 1939; Passaporte Tradutor Juramentado, 1935; Cartório Oficial de Notas Tabelião Djalma da Fonseca Hermes, Rua do Rosário, 414 - RJ, 1939; Escritura Organização de Sociedade Tabelião Djalma da Fonseca Hermes, 1939.
1a. Vara dos Feitos da Fazenda PúblicaO autor, estado civil casado, de nacionalidade polonesa, natural de Varsóvia, industrial, pede a confirmação de sua identidade a fim de se legalizar na Junta Comercial, como industrial. O juiz deferiu o requerido em inicial. Decreto-lei nº 1457 de 1939.
Juízo de Direito da 1a. Vara da Fazenda PúblicaTrata-se de um pedido de justificação de Humberto da Rocha Soares, escrivão da 4a° Pretoria Criminal, em que afirma, na presença de testemunhas, que trabalhou na 3a. Pretoria e exerceu o cargo sem interrupçao, do dia 10 de abril de 1908 a 13 de julho de 1911. O juiz pediu que o requerente expressasse a finalidade da justificação. Procuração, Tabelião Luiz Guaraná, Rua do Rosário, 106 - RJ, 1939.
1a. Vara FederalA autora, mulher estado civil casada, residente à Rua dos Inválidos, 84, imigrante síria, pediu justificação para fins de naturalização. Quis mostrar com testemunhas que seu pai aqui utilizou o nome de Alfredo dos Santos para fins comerciais, mas que foi utilizado também por sua família. Deu à causa o valor de 1:000$000 réis. Pedido indeferido. Procuração, Tabelião Lino Moreira, Rua do Rosário, 134 - RJ, 1937.
1a. Vara FederalO autor, brasileiro, estado civil casado, com 33 anos de idade, encontrava-se preso e recolhido na Casa de Detenção. Esta requereu justificar que a carteira apreendida com o suplicante não era de sua propriedade, que foi barbaramente espancado no xadrez. Juiz Vieira Ferreira julgou por sentença o arquivamento do processo. Consolidação das Leis Penais, artigo 251.
1a. Vara FederalA suplicante, mulher, no processo crime que lhe era movido pela Justiça Federal, requereu ação para justificar, com testemunhas, que não possuía nenhuma participação no crime de lenocínio. Alegou ser pobre e viver da renda dos aluguéis da pensão que possuía. Código Penal, artigos 157 e 158.
3a. Vara FederalO suplicante, imigrante italiano, estado civil casado, industrial requereu ação em defesa dos seus direitos, para justificar, com testemunhas, que era o idealizador e executor do projeto sobre industrialização da pesca no Brasil, sendo este apropriado ilegalmente pelo diretor da Repartição de Caça e Pesca do Ministério da Agricultura, João Moreira da Rocha. Procuração, Tabelião Eduardo Carneiro de Mendonça, 1934.
3a. Vara FederalO autor, imigrante português, quer justificar, a fim de obter a naturalização, ser filho do matrimônio entre Fernandes do Amaral e Anna Rita, naturais de Portugal, ter nascido em 08/12/1885 em Beira Alta, e ser profissão operário da Prefeitura do Distrito Federal e residente na Rua Neves Leão, 13. Nacionalidade portuguesa. O Juiz deferiu o requerido inicial.
Fernandes, FranciscoO autor, imigrante sírio, quer justificar que é de nacionalidade síria e maior de idade para obter a naturalização. Foi deferido o requerido. Advogado Innocencio Pereira e Ramalho Leal, Newton Corrêa, Rua do Ouvidor, 60 - RJ.
3a. Vara Federal