O suplicante era sociedade anônima com sede à Rua do Rosário, 2 a 22, na cidade do Rio de Janeiro e tinha em seus depósitos diversas mercadorias, descarregadas de seus navios e não reclamadas. Pediram nomeação de curador de ausentes e alvará de leilão, para venda pelo Leiloeiro Octávio Souza Leite, satisfazendo-se com esse produto os custos de frete e armazenamento. Deram à causa o valor de 10:000$000 réis. Juiz Edgard Ribas Carneiro deferiu o pedido. Procuração, Tabelião Eduardo Carneiro de Mendonça, Rua do Rosário, 116 - RJ, 1933; Jornal Diário da Justiça, 1934, Jornal do Commércio, 1934; Código Comercial, artigo 96; Decreto nº 3084 de 05/11/1898, artigos 49, 158 ; Advogado Gabriel Osorio de Almeida Junior, Pedro Cybrão, Carlos Garcia de Souza, Guido Bellens Bezzi, Adaucto Lucio Cardoso.
1a. Vara FederalDIREITO CIVIL
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Os suplicantes, agentes dos seguradores da carga da barca norueguesa Bölgen, não concordando com o regulamento da avaria grossa feito por W. C. Peck e Francisco Le Blon de Meyrack, alegaram que fizeram a descarga e o reembarque das respectivas mercadorias e que, por esta razão, não estariam obrigados à comissão de 2,5 por cento. Requereram autorização para depositar o valor de 7:851$450, a fim de evitarem a exigência do pagamento de 5 libras esterlinas, moeda estrangeira, por dia, a que alude o acordo de 12/09/1907. O juiz negou vistas para embargo ao referido depósito e o autor, insatisfeito, agravou desta. O Supremo Tribunal Federal tomou conhecimento do recurso para reformar o despacho. O juiz julgou por sentença o acordo. Procuração, 1907, 1910; Termo de Agravo, 1907; Lei nº 221 de 20/01/1894, artigo 54; Decreto nº 848 de 11/10/1890, artigo 236; Regulamento nº 737 de 1850, artigos 401, 396 e 393; Regulamento Comercial, artigos 393 §§ 1 a 5, 397; Decreto nº 3900 de 1867, artigo 8; Código Comercial, artigos 204 e 212.
1a. Vara FederalContra os suplicantes havia sido emitido um saque nominativo no valor de 3:000$000 a favor do réu como garantia de desembarque no porto do Rio de Janeiro. O suplicado era de nacionalidade inglesa, imigrante inglês, vindo no vapor Highland Patriot. Tendo ocorrido o desembarque e não se tendo feito o saque, pediu-se guia de depósito na Caixa Econômica do Rio de Janeiro, intimando-se o Diretor do Departamento Nacional de Povoamento. O Juiz deferiu o requerido. Procuração, Tabelião Fernando de Azevedo Milanez, Rua Buenos Aires, 31 - RJ, 1933 e 1935; Apólice, 1935; Guia para Resgate de Saque, 1935; Decreto nº 24258 de 16/05/1934, artigo 3; Advogado Angelo Mario de Moraes Cerne, Rua Theophilo Ottoni, 31 - RJ; Advogado Julio Santos Filho e Julio Veríssimo Sauercronn Santos Filho, Rua da Alfândega, 5 - RJ; Antenor Vieira dos Santos Filho, Rua General Camara, 24 - RJ.
1a. Vara FederalOs autores ocupavam em prédio à Rua Santa Luzia no. 242 de propriedade comum de darcila Martins Teixeira e de alexandre de Paula Martins. O réu era administrador de bens da mulher por escritura anti-nupcial. Como os responsáveis pelo imóvel negavam-se ao recebimento do aluguel, pediram depósito judicial do valor de 1:000$000 e intimação po precatória ao juiz Federal do estado do Rio de Janeiro. O juiz deferiu o requerido. Procuração, Tabelião Fernando de Azevedo Milanez, Rua Buenos Aires, 31 - RJ, 1922, Tabelião Lino Moreira, Rua do Rosário, 134 - RJ, 1923; Carta Precatória; Recibo.
2a. Vara FederalA companhia suplicante, proprietária do vapor Carangola, que partindo de Campos para o Porto do Rio de Janeiro com carregamento de açúcar o descarregou no aramazém do cais do porto. Requereu ação para depósito judicial da referida mercadoria, já que os negociantes não se apresentaram. O juiz deferiu o requerido. Advogado José Roche, Rua do Rosário, 82 - RJ; Procuração, Tabelião Eduardo Carneiro de Mendonça, Rua do Rosário, 116 - RJ, 1920.
2a. Vara FederalO autor alegava que tendo ocorrido um incêndio a bordo do vapor Quessant, que avariou a carga, requer que se faça depósito destas na Alfândega, visto que o mesmo desconhece os consignatários. O juiz deferiu o pedido. São citados: a Constituição Federal de 1891, artigo 175, parte IV; e o Código Comercial, artigos 784 e 785. O processo foi julgado perempto em 1931 por não pagamento de taxa judiciária no prazo estabelecido no Decreto nº 19910 de 23/04/1931 prorrogado pelo Decreto nº 20032 de 25/05/1931 e o Decreto nº 20105 de 13/06/1931. Recorte de Jornal, 06/10/1919; Nota 2 da The Western Telegraph Company Limited, 1911; Carta do suplicante, 1911.
1a. Vara FederalA suplicante, seguradora da fábrica de velas Globo pertencente a Zeferino de Oliveira, alega que não houve nesta fábrica uma começo de incêndio, tendo o Procurador do segurado apresentado reclamação no valor de 13:000$000. A suplicante querendo pagar a indenização, requer guia para ser recolhida ao cofre dos depósitos públicos, visto ter sido a referida fábrica sequestrada a requerimento do credor hipotecário Antônio Gomes de Castro. Foi deferido o requerido. O réu apelou, mas desistiu do recurso. A desistência foi homologada. Procuração 3, Tabelião Ibrahim Machado, Rua do Rosário, 88, Tabelião Vitor Ribeiro de Faria, Rua do Rosário, 76, Tabelião Pedro de Castro, 1o. Ofício, Rua do Rosário, 103, 1919, 1920; Código Civil, artigo 973; Regulamento nº 737 de 1850, artigos 712, 714; Decreto nº 848 de 1890, artigo 375; Código Comercial, artigo 666.
1a. Vara FederalA autora, mulher, estado civil viúva, domiciliada em São João del Rey, era inventariante do bar Roque Balbi Júnior e tinha começado a comprar (feito com seu falecido marido) um piano da Casa Atandard. O piano tinha o valor 1:800$000 réis que foi dividido em prestações. A autora já havia pago quase todas as prestações, quando não encontrou mais agentes para recebê-las. Para não perder o direito ao piano, quer fazer depósito judicial da quantia que faltava Piano Ritter, que fazia parte do Club Ritter. O juiz julgou procedente a ação e condenou a ré a pagar as custas. Recorte de Jornal, Diário Oficial, 27/11/1913; Taxa Judiciária, 1915; Procuração, Tabelião Fausto Mourão, Minas Gerais, 1915, Tabelião Belmiro Corrêa de Moraes, Rua do Rosário, 76 - RJ, 1913.
Juízo Federal do Rio de JaneiroOs autores, negociantes, estabelecidos na cidade de Santos, estado de São Paulo, onde os réus são seus credores, alegam tere um acordo para o pagamento de 50 por cento do valor da dívida. Entretanto, um desses credores se recusou a receber o referido valor. Dessa forma, os autores requerem o depósito de uma determinada quantia na Recebedoria do Rio de Janeiro. É citado o Decreto nº 848 de 11/10/1890. O processo foi julgado perempto em 1931 por não pagamento de taxa judiciária no prazo estabelecido no Decreto nº 19910 de 23/04/1931 prorrogado pelo Decreto nº 20032 de 25/05/1931 e o Decreto nº 20105 de 13/06/1931. Certidão de Depósito da Recebedoria do Distrito Federal, 1915; Procuração emitida pelo autor em favor dos Advogados Omar Dutra e Astolfo de Resende, 1915.
2a. Vara FederalO suplicante, sociedade anônima com sede na cidade de Niterói à Rua Visconde do Uruguai, 503, requereu a intimação da suplicada, sociedade de seguros de vida com sede social à Rua do Ouvidor, 54, da pessoa de seu liquidante, José Bernardo de Martins Castilhos, por se achar a mesma em liquidação, para, em dia e hora designados, ir receber em cartório o valor de 1:800$400 réis, relativo a prêmios e impostos de apólices, sob pena de ser feito o depósito em pagamento nos cofres da Recebedoria. O juiz deferiu o requerido. Procuração 2, Tabelião Antônio Herculano da Silva Brito, 1922, tabelião Belisário Fernandes da Silva Távora, Rua Buenos Aires, 46 - RJ, 1921; Recibo de Apólice, 1921; Recibo, Cofre dos Depósitos Público, 1922; Escritura de Transferência de Contratos de Seguro de Vida, 1922, tabelião Belisário Fernandes da Silva Távora, Rua Buenos Aires, 46; Jornal Diário Oficial, 24/12/1921; Lei nº 3454 de 06/1/1918, artigo 216.
2a. Vara Federal