A Refinadora Paulista Sociedade Anônima, com sede na Rua 25 de Janeiro no. 303, São Paulo, fundamentada no Estatuto da Lavoura Canavieira, artigo 111, decreto lei 3855 de 21/11/1941, requer a anulação da decisão proferida pela Comissão Executiva do Instituto de Açúcar e do Álcool no processo instaurado a pedido dos donos, Alberto Beraldo, João Marcos Beraldo e outros, da Usina Monte Alegre, em Piracicaba. A decisão declarou que os donos eram lavradores dotados de autonomia e capazes de fornecer cana. A autora alega que os réus estão cultivando terra alheia, não como arrendatários ou parceiros, mas como prepostos. Afirma que eles não tinham autonomia na direção dos trabalhadores agrícolas, escalando subordinados à empresa, e que lhes são garantidos salário mínimo e um mínimo de produção de 20 toneladas por quartel. Julgou improcedente petição inicial e o autor agravou para o Supremo Tribunal Federal. Este não conheceu do agravo. Jornal Diário Oficial, 23/04/1946, Correio da Manhã, 30/06/1946, Diário da Justiça, 01/06/1946, 03/07/1946; Procuração, Tabelião Queiroz Lima Bueno Aires, 126 - RJ, 1947, Tabelião A. Gabriel da Veiga São Bento, 41, SP, 1935; Tabelião Antonio Carlos Perrafiel Rua do Ouvidor, 56 - RJ, 1947; Decreto-lei nº 3855 de 21/11/1941; Decreto-lei nº 4733 de 23/09/1942, artigo 20; Código Civil, artigo 178; Constituição Federal, artigo 180, 108; Decreto-lei nº 4264 de 17/04/1942; Decreto-lei nº 4188 de 17/03/1942; Decreto-lei nº 6969 de 19/10/1944; Decreto-lei nº 22789 de 01/06/1933; Decreto-lei nº 24637 de 10/06/1934, artigo 4; Decreto-lei nº 2308 de 13/06/1940, artigo 5; Decreto-lei nº 5743 de 23/09/1942; Código do Processo Civil, artigo 133, 846, 849; Decreto-lei nº 986 de 1938; Decreto-lei nº 1215 de 1939; Decreto-lei nº 7569 de 21/06/1945; Decreto-lei nº 1831 de 04/12/1939; Decreto-lei nº 1232 de 1939; Decreto-lei nº 22452 de 10/02/1933; Decreto-lei nº 22981 de 25/07/11933; Lei nº 8527 de 31/02/1945; Decreto-lei nº 3899 de 27/11/1941; Decreto-lei nº 7567 de 21/06/1945; Decreto-lei nº 22789 de 1933; Advogado Victor Marques da Silva Ayrosa Filho Praça João Mendes, 4, São Paulo, Francisco Elias da Rosa Oiticica, Vicente Constantino Chermont de Miranda, Nelson Coutinho, Fernando Oiticica da Rocha Lins, José Leal Ribeiro Guimarães, Nicia Vera de Alvarenga Ribeiro, Lourenço de Matos Borges, Francisco Monteiro de Almeida Filho Praça 15 de Novembro, 42, Arnaldo Rodrigues Duarte Rua Álvaro Alvim, 24 .
Juízo de Direito da 1a. Vara da Fazenda PúblicaO autor, casado, funcionário público aposentado, residente à Rua do Matoso, 135, requer a anulação de sua aposentadoria e o pagamento de todos os proventos e vantagens a que teria direito se estivesse em exercício do cargo de telegrafista do Ministério de Viação e Obras Públicas. Alega que nunca sofreu nenhuma pena disciplinar e que, em face de seu bom estado de saúde, se surpeendeu com o laudo de invalidez que lhe proporcionou a comissão médica. Afirma que, não se tratando de doença infecto-contagiosa, na forma da lei, deveriam ter lhe dado diversas licenças, o que não foi feito. Portanto, sua aposentadoria não está prevista em nenhum dos casos do decreto-lei 1713, art 196. O juiz deferiu o pedido e recorreu de ofício. A ré apelou e o TFR negou provimento. Procuração Tabelião Alvaro de Mello Alves, Rua do Rosário, 116 - RJ, 1946; Nomeação, 1912, 1913; Carta de Promoção, 1922; Promoção por Antiguidade assinada pelo Presidente da República Getúlio Vargas, 1941; Fotografia, 1946; Auto de Exame Físico, 1947; Radiologia; Jornal Diário Oficial, 14/09/1950; Contra-Cheque, 1950; Eletrocardiograma, Clínica Doutor Raphael de Azevedo, 1947.
Juízo de Direito da 1a. Vara da Fazenda PúblicaO autor, negociante estabelecido na rua da Carioca, 56, adquiriu em leilão público o contrato celebrado entre o Conselho Nacional do Café e a firma Ferraz, Prista & Companhia Limitada para organizar e administrar entrepostos de café brasileiro, a fim de desenvolver propaganda e venda do produto em todo território da África do Norte. Acontece que o Conselho Nacional do Café declarou o contrato rescindido por ainda não estar constituído a sociedade Anônima com capital do calor de 200:000$000 réis, por ter a firma demonstrado falsa fé no cumprimento do contrato, por ter idoneidade financeira e por ter perdido à organização uma remessa de 30000 sacas de café sem ser uma sociedade anônima. O autor alega que os argumentos da ré são improcedentes, já que investigou João Lisboa Wright que nada tem com a fira cujo contrato foi realizado. Assim, o autor requer ao Departamento Nacional do Café uma indenização. Dos prejuízos causados pela Rescisão de Contrato. O juiz julgou improcedente a ação. O autor, informados, apelou desta para o Supremo Tribunal Federal, que deu provimento ao recurso. Desta forma, o réu ofereceu embargos que foram recebidos. Não se conformando, o autor interpôs embargos, que também foram recebidos pelo Supremo. Procuração Tabelião Julio de Castilhos Penafiel, Rua do Ouvidor, 56 - RJ, 1935, Tabelião Lino Moreira, Rua do Rosário, 134 - RJ, 1936; Escritura de Cessão e Transferência de Direitos da Ação Tabelião Julio de Castilhos Penafiel, 1935, 1939; Decreto nº 22452 de 10/02/1932; Código Civil, artigo 1092; Decreto nº 20003 de 1931, artigo 11; Constituição Federal, artigo 171; Lei nº 1695 de 21/10/1939; Contrato para Organização e Administração de Entrepostos de Café Brasileiro, 3º Ofício de Registro de Documento, Escrivão A. Aranha, Rua Buenos Aires, 58 - RJ, 1932; Escritura Pública Tabelião Lino Moreira, 1936; Jornal Diário Oficial, 08/03/1933, 25/02/1933, 13/02/1933, 02/03/1933, 15/05/1933, 02/07/1925; Termo de Apelação, 1938; Contrato Comercial, 1916; Registro Comercial, 1934; Auto de Falência Lopes Fernandes Companhia, Escrivão Antônio Cícero Galvão, 1ª Vara Cível de São Sebastião, 1940; Fotografia Firma Ferraz Prista Companhia Limitada, 1933; Balancete, 1932, Maison Ferraz Prista Companhia Limitada; Panfleto Propaganda do Café Brasileiro.
1a. Vara FederalTrata-se do 2º volume de uma ação ordinária movida pela Companhia de Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro contra a União Federal e Mario José da Costa para anular os atos do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e do antigo Conselho Nacional do Trabalho que compeliram a autora a reintegrar no cargo de seu advogado Mario José da Costa. A autora promoveu contra Mario da Costa um inquérito administrativo mas o antigo Conselho Nacional do Trabalho alegou que este não foi tratado como empregado e nem lhe foram aplicadas as Leis Trabalhistas. A autora alegou que este cargo era um cargo de confiança e que não deveria ser dado a uma pessoa que enfrenta tal inquérito.O juiz julgou procedente a ação e recorreu de ofício. A União e o outro réu apelaram desta para o Tribunal Federal de Recursos, que negou provimento aos recursos. O réu, inconformado interpôs recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, que decidiu não conhece-lo e negar-lhe provimento. Desta forma, o réu ofereceu embargos que foram recebidos . decreto 24784 de 1934; constituição, artigo 122; decreto 20848 de 23/12/31.
Juízo de Direito da 1a. Vara da Fazenda PúblicaA Companhia Imobiliária Sul do Brasil Sociedade Anônima, com sede na Rua 7 de Setembro no. 98, fundamentada no Código do processo civil, artigo 291, requer a anulação do ato do Ministério da Fazenda e a isenção do Imposto e multa aplicada à autora. Esta é administradora de imóveis pertencentes sociedade e a terceiro, comprando e vendendo bens móveis e imóveis, construindo prédios, beneficiamentos e blecamentos e gerindo quaisquer bens, negócios ou interesses. Acontece que o decreto-lei no. 2627 de 26/09/1940 obrigou a colheita do Imposto de Transmissão de Propriedade. A autora alega que o imposto de selo já é pago que incide sobre os atos, contratos e documentos dos quais ela faz uso. O juiz julgou procedente a ação. A união, inconformada, apelou desta para o Supremo Tribunal Federal, que negou provimento ao recurso. procuração tabelião Francisco da Costa Maia Avenida Graça Aranha, 342 - RJ, em 1943; Diário oficial, de 12/05/1943, 25/09/1943, 16/03/1931, 04/04/1941, 15/04/1942 e 14/04/1942; fotocópia de deposito de diversas origens; Recebedoria do Distrito Federal, de 03/11/1948; código do processo civil, artigo 291; decreto 1137 de 07/10/136; decreto 24036, artigo 162 de 24/03/1934; decreto-lei 607 artigo 21 de 10/08/1938; decreto-lei 2627 artigo 56 de 26/09/1940; lei 4655 de 03/09/1942; decreto-lei 42 de 06/12/1937; lei 4274 de 17/04/1942;.
Juízo de Direito da 1a. Vara da Fazenda PúblicaOs autores alegaram que a caminhonete da ré, a serviço do Departamento Administrativo do Serviço Público, atropelou e matou sua filha menor, Zilda Maria Barcellos. Fundamentados no Código Civil, artigos 15, 159, 1521 e 1522 e na Constituição Federal, artigo 194, requereram indenização no valor de CR$ 2.946, 00 . Responsabilidade Civil do Estado. O Juiz julgou a ação procedente em parte. Os autores apelaram ao STF. A União também apelou. Todas as apelações foram negadas. Fatura dos vestimentos do enterro, 1947; Certidão de Nascimento, Tabelião Eronides de Carvalho, 1936; Certidão de Óbito, Tabelião Arthur Montagna, 1947; Auto de Exame, 1947; Fotos 4.
1a. Vara FederalO suplicante, nacionalidade brasileira, estado civil casado, tesoureiro do selo da Recebedoria Federal, aposentado, na qualidade de inventariante dos bens deixados pelo seu falecido irmão, Oscar Guimarães, suplente de delegado de Polícia, requereu ação para pagamento do valor de CR$ 5.000,00 relativo à diferença de remuneração da inatividade correspondente ao período de 06/05/1941, data do Decreto que o aposentou, até 31/08/1943. aposentadoria, inventário. Juiz João José de Muniz pediu ao autor sobre a preliminar. Processo inconcluso. Jornal Diário Oficial 2, 1941 e 1943; Decreto-Lei n° 1713 de 28/01/1939, artigo 139; Decreto de 06/05/1941; Constituição de 1937, artigo 156; Lei n° 1713 de 28/1/1939, artigos 199 § 1º, 206, 196 e 96 § 1º; Código Civil, artigo 178 § 10; Decreto n° 20910 de 06/01/1932, artigo 1º; Decreto nº 6640 de 30/03/1907; Advogado Cândido Borges, Praça Getúlio Vargas - RJ.
1a. Vara FederalO suplicante, brasileiro, estado civil casado, profissão despachante aduaneiro, de acordo com o Decreto nº 4014 de 13/01/1942 que não o considera funcionário público, requereu ação para contestar a portaria nº 706 de 12/05/1946 do inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro que o suspendeu de suas funções por ter dado uma entrevista à Folha Carioca criticando atos da administração da referida Alfândega. Juiz Eduardo Mouro indeferiu o pedido inicial. O ator, não se conformando, apelou desta para o STF que negou provimento à ação e manteve a decisão do juiz. Jornal Diário Oficial, 1942, Folha Carioca, 1947; Procuração, Tabelião Alodino Neves, Rua do Rosário, 113 B RJ, 1942; Decreto-Lei nº 4014 de 13/01/1942, artigos 13 e 28; Decreto-Lei nº 1713 de 28/10/1939, artigos 1, 2 e 3; Código Penal, artigo 327; Estatuto do Funcionário Público, artigos 225 e 224; Constituição, artigo 141, parágrafo 5; Código Civil, artigo 75; Código Processual Civil, artigos 2, 290, 846, 576, 294, 158, 160 e 153.
2a. Vara FederalA autora requereu ação para pagamento de indenização no valor de CR$ 21.658, 40 referente ao extravio de mercadorias seguradas pela autora, e que não foram descarregadas dos valores de propriedade da ré. Ação foi julgada procedente. O réu apelou ao STF, que deu provimento ao recurso para julgar prescrita a ação. O autor embargou e o embargo foi rejeitado. Faturas 2, Teixeira Vale e Cia, 1947 e 1942; Contratos de Frete, Lloyd Brasileiro, 1946 e 1947; Recibos de Quitação 4, Phenix de Porto Alegre,1947; Procuração, Tabelião Fernando Azevedo Milanez, Rua Buenos Aires, 47 - RJ, 1947; Nota Fiscal, M. A. Gonçalves, 1946; Fatura, Tecidos Muller & Co., 1946; Código Comercial, artigos 728, 102, 103, 519, 529, 494, 449; Lei nº 2681 de 1921; Decreto de 4/2/1946; Decreto nº 19473 de 10/11/1930, artigo 1; Código do Processo Civil, artigos 209, 64.
2a. Vara FederalO autor, casado, tendo sido nomeado suplente de auditor de guerra da 2a. auditoria da 3a. região militar sedeada em Bagé, RS, alega que foi ilegalmente exonerado do cargo. assim, baseando-se no Código Civil, arts 3, 1056 e 1059, combinado com o código da Justiça Militar, art 37, requer sua reintegração, sendo a ré condenada a pagar-lhe os vencimentos integrais que deixou de receber. A ação foi julgada improcedente e o autor apelou, porém deixou passar o prazo da remessa. Nomeação Presidente da República, 1939; Jornal Diário Oficial, 05/02/1942, 16/07/1942; Decreto-lei nº 3581 de 03/09/1941; Decreto-lei nº 2522; Decreto-lei nº 925 de 02/12/1938; Decreto nº 4470 de 04/07/1942, artigo 1.
1a. Vara Federal