Trata-se de um inquérito policial feito na 3a. Delegacia Auxiliar de Polícia sobre o roubo de materiais e depredações feitas ao edifício da Rua Frei Caneca, cidade do Rio de Janeiro, onde anteriormente estava aquartelado o Regimento de Cavalaria da Brigada Policial. O acusado, sargento reformado da Brigada Policial, era responsável pela guarda do edifício e foi também acusado de desvio do material do prédio, armazenado na Rua São Cristóvão, 111 - RJ e na Rua Visconde de Itaúna - RJ. Estes materiais foram usados e transportados por cocheiros e carroceiros que deles fizeram depósitos e moradias. Julgada procedente a denúncia, sendo colocado o nome do denunciado no rol dos culpados, expedindo o mandado de prisão.
2a. Vara FederalTrata-se de caso em que o suplicado, major responsável pela alfaitaria da Brigada Policial, foi investigado por faltas cometidas no desempenho de suas funções, referentes a irregularidades na escripturação e a pagamentos indevidos, lesando, assim, a Fazenda Nacional no valor de 16:025$100 réis, incorrendo no crime de falsidade administrativa. Foi pronunciado pelo conselho de investigação como incurso no Regulamento nº 10222 de 05/04/1889, artigo 300. O processo é um inquérito, 2º volume. O 1º volume não está junto deste. Autos, Conselho da Investigação, 1915; Recebimento de Cavalaria.
Juízo Federal do Rio de JaneiroTrata-se de inquérito policial para esclarecer a substituição de uma petição inicial do suplicado, depois de já ter sido despachada pelo respectivo juiz para o processo de alistamento eleitoral. Este processo contém foto do réu e sua classificação como pardo na carteira de identidade, embora ele seja visivelmente negro. O indiciado era operário do arsenal da Marinha. É citado o Decreto nº 12193 de 1916, artigo 5, folha 3. O juiz deferiu o requerido. De acordo com a petição inicial, o autor pediu para que fosse incluído na lista de eleitores do Primeiro Distrito Eleitoral da Capital. O juiz cuja assinatura encontra-se ilegível indeferiu o pedido, alegando que a petição inicial, redigida pelo próprio autor da ação encontrava-se ilegível. O autor elaborou uma nova petição e substituiu a antiga. O processo foi aberto para averiguar o porquê da substituição das petições, visto que a primeira já havia sido despachada pelo juiz. O procurador criminal pediu o arquivamento do processo, tendo em vista que não houve má-fé por parte do autor. O juiz arquivou o processo. Carteira de Identidade, 1910; Recibo de Aluguel 2, 1917; Processo Eleitoral do Juízo de Direito da Terceira Vara Cível, Serviço Eleitoral.
2a. Vara FederalInquérito sobre irregularidades ocorridas na 2a. seção da freguesia de Irajá, para eleição de um intendente municipal no dia 24/08/1919. Os usuários Dr. Manoel Luiz Machado Júnior e Ignácio Brigido de Novaes Machado não compareceram no horário determinado na referida seção eleitoral. O presidente da mesa eleitoral, Dr. Renato de Carvalho Tavares, de acordo com a Lei nº 3208 nos artigos 3 e 14 decidiu por não realizar as eleições. É citada a Lei nº 3208 de 1916, artigo 53. Denúncia considerada improcedente pelo juiz. Inquérito policial feito na 2a. Delegacia Auxiliar de Polícia. Telegrama ao Presidente da 2a. Seção Irajá, 1919; Memorando da Brigada Policial do Distrito Federal, 1919; Documento da The Leopoldina Railway Company, 1919 .
2a. Vara FederalTrata-se de inquérito da terceira delegacia auxiliar de polícia, o qual consta que findo o negociante João da Silva Dias indo depositar no banco português do brasil quantia superior a 40 contos, foi avisado pelo empregado, que nesta quantia havia uma cédula falsa de 500$000, a qual foi apresentada a referida delegacia. Como não foi possível a polícia esclarecer a procedência da cédula, e tendo icado constatada a boa fé do negociante, requereu a suplicante o arquivamento do inquérito. O juiz mandou arquivar o inquérito. Termo de Exame; Cédula Falsa; Auto de Exame de cédula falsa.
2a. Vara FederalTrata-se de inquérito da primeira delegacia auxiliar de polícia o qual consta que o ,automóvel de praça no. 808, guiado por joaquim Ferrira Coutinho, atropelou um cavalo na brigada policial dando por terra, sem qualquer ferimento ao praça que o montava. Tendo ficado averiguado que este fato foi casual, sem ter havido da parte do motorista o propósito de causar danos do animal, requereu a suplicante o arquivamento do inquérito. O juiz mandou arquivar o processo.
2a. Vara FederalTrata-se de inquérito administrativo relativo à falsidade de uma certidão a qual era referente a Elias André e foi alvo de suspeita do tabelião de notas Djalma da Fonseca Hermes. Elias André precisava certificar que a firma André & Companhia, situada à Praça da República havia pago a primeira prestação de imposto de indústrias e profissões, correspondente ao ano de 1916. Este encarregara o suplicado de pagar o valor de 320$000 réis, ou seja, efetuasse o pagamento do imposto mencionado. Assim, o suplicado apropriou-se indevidamente da quantia e falsificou a certidão. É citada a Lei nº 2110 de 30/09/1909, artigo 19. O procurador criminal apresentou a denúncia, julgando o denunciado na sanção do artigo citado. O juiz Olympio de Sá e Albuquerque deixou de pronunciar o réu como incurso no artigo já citado. O juiz Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque confirmou o despacho. Autuação, 1916; Inquérito Administrativo, s/d; traslado de Procuração, 1917; Provisão, 1915.
2a. Vara FederalTrata-se de inquérito da Delegacia de 2ª Entrância o qual consta que foi preso em flagrante quando saía das oficinas da Estrada de Ferro Central do Brasil em Engenho de Dentro o suplicado , profissão operário, sendo então apreendidos em seu poder 10 parafusos avaliados em 33$000, que o mesmo havia subtraído da oficina em que trabalha. Estando assim o suplicado incurso na sanção da Lei n° 2110 de 1909 art 1, requereu a suplicante as diligências legais para a formação de culpa. O réu era estado civil viúvo. O juiz deu procedência a ação, mandando pronunciar o réu incurso nas leis cabíveis. O réu foi condenado a pena de 1 ano de prisão, perda de emprego com inabilitação para qualquer função pública por 5 anos e custas. Em novembro de 1921, mandou-se expedir alvará para que o réu fosse posto em liberdade . Inquérito da Prisão, 1920; Folha Individual Datiloscópica, 1920; Código Penal, artigos 13 e 63.
2a. Vara FederalAntonio Macahyba é acusado de extrair cheques falsos que não correspondiam às respectivas folhas de pagamento, entregar a João Cantídio Marques, que os assinava e apresentava no guichê do pagador para retirar as respectivas quantias. Macahyba era natural do Rio Grande do Sul, funcionário público, estado civil casado. Marques era natural do Maranhão, despachante geral da Alfândega do Rio de Janeiro, casado. São denunciados por Floriano Peixoto Filho, escrivão da 1a. Pagadoria do Tesouro Nacional. Estão incursos na sanção da lei nº 2210 de 30/9/1909, artigos 1, 4, 27. Denúncia procedente. Houve recurso, negado. O autor entrou com libelo crime contra os réus, aceito, condenando-os à prisão. A sentença foi apelada ao Supremo Tribunal Federal, que manteve o despacho. Registro Civil, 5a. pretoria, 1915; Libelo Crime, 1916; Exame de Sanidade em anexo, 1916; Jornal Diário oficial, 20/01/1917; Demonstrativo de Contas e Custas, s/d; Precatória Executiva em anexo, 1922; Auto de Precatória em anexo, 1921; Procuração, Tabelião Belisario Fernandes da Silva Távora, Rua Buenos Aires, 46 - RJ, 1917.
2a. Vara FederalA autora denuncia o réu como incurso no código penal art 134. O réu,ex-empregado da Estrada de ferro central do Brasil, tendo sido comunicado de sua demissão pelo contador da mesma empresa, tentou agradílo fisicamente, sendo contido por outros funcionários. A denúncia foi julgada procedente e o réu condenado agressão física. Recorte de Jornal.
2a. Vara Federal